sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Prática de Leitura e Interpretação

A leitura de um texto não é a mera decodificação de sinais gráficos, mas a busca de significações marcadas pelo processo de produção deste texto e também marcadas pelo processo de produção de sua leitura. É comum, a depender de determinada forma de ensino, os alunos se limitarem apenas a decodificação, isto é, à repetição mecânica de um texto, sem desenvolverem a interpretação acerca do conteúdo desse texto.
Para o trabalho com leitura /interpretação, o educador deve ter clareza da função dos textos com os quais trabalha e verificar, inclusive, em que contexto eles podem ou não ser alvos de uma interpretação crítica. De qualquer modo, durante todo o processo escolar, o educador deve incentivar os educandos a ler criticamente o mundo que os cerca, e ir além da apreensão superficial das coisas que integram a realidade humana. Neste sentido, é preciso explicar-lhes que a leitura é muito importante, uma vez que nos possibilita pensar sobre a sociedade em que vivemos e sobre as condições de vida dos homens nessa sociedade.

sábado, 9 de janeiro de 2010

TP 02 - Análise Linguística e Análise Literária

Frases para Reflexão em relação à Análise Literária

1 - A arte faz você desenvolver habilidades de interpretação. Possibilita várias leituras.

2 - A linguagem visual pode ser revelada aos alunos através de um sensível olhar pensante.
O olhar já vem carregado de referências pessoais e culturais; contudo, é preciso instigar o aprendiz também para um olhar mais curioso e sensível às sutilezas. - MARTINS, Mirian Celeste - Didatica do Ensino da Arte. Ed. FTD

3 - Como formar o cidadão crítico explorando apenas a razão?

4 - A crítica se desenvolve com a leitura de mundo, que envolve o emocional e o sensorial.

5 - A linguagem figurada subverte a realidade. Então, ela é artística;

6 - As mais belas palavras se transformam em arte através de uma poesia.
As notas musicais se transformam em arte quando são tocadas com o coração, numa melodia e ritmos próprios.
A fotografia é uma arte quando carrega uma subjetividade grande, um sentido diferenciado.
Fábio Bito Caraciolo
7 - Não podemos pensar em um cidadão crítico sem ensinar a arte. Ela desperta a criticidade, a sensibilidade e a reflexão do indivíduo.
8 - "A poesia é pura? Coisa impossível como a imaginação pura. Ambas se compõem de resíduos, detritos, restos de maré vazante".
Mário Quintana
9 - A vida só é possível reinventada - Cecília Meireles

TP 02 - Análise Linguística e Análise Literária
















Manifestações da Cultura Brasileira










A diferença entre caricatura, charge e cartum

Caríssimos Gestaleiros,

A título de sugestão cliquem no link: http: //fabricarica.2it.com.br/?sec_cod=5&news_cod=1, e visualizem a diferença entre os três gêneros uma vez citados.

TP 02 - Análise Linguística e Análise Literária (Anexo I)

Reflexões sobre a Análise Linguística do texto


1 - As perguntas que geralmente são feitas concorrem para que se entenda o texto?

2 - Qual o objetvo proposto no desenvolvimento da atividade proposta?

3 - A compreensão do texto dá-se melhor com a identificação dos itens gramaticais trabalhados?

4 - As questões propostas ampliam a competência linguística do aluno?

5 - Em algum faz-se menção do gênero textual ou da função comunicativa em que o texto se materializa?

6 - Solicitar alterações no texto possibilita ao aluno uma melhor compreensão do texto?

7 - O que representa ensinar gramática com base nos textos ou a partir dos textos?

TP 02 - Análise Linguística e Análise Literária

Caríssimos Gestaleiros,

Está aí uma breve apresentação do TP 02 - Análise Linguística e Literaria, contendo alguns slides com breve reflexão sobre a Gramática.

Da mesma forma da apresentação do TP 01 - Linguagem e Cultura, esta apresentação contém contribuições das Profª. Lenita Fogaça, orientadora da UnB e da Profª Maria Waldirene, da Direc 08, em Eunápolis - Bahia.

TP 01 - Linguagem e Cultura (ANEXO VIII)

Sugestões Pedagógicas, demonstrando situações de trabalho com as variantes linguísticas em sala de Aula:

1 - Identificar na sala de aula alguns exemplos que são conduzidos quase que exclusivamente na variedade padrão;

2 - Fazer levantamento de regras de variação presentes nas falas de amigos e familiares, observados nos contextos de interação;

3 - Gravar a si mesmo interagindo com colegas, familiares e professores e identificar posteriormente as regras variáveis no seu repertório;

4 - Gravar dois discursos de 05 minutos cada, sendo o primeiro Planejado e o segundo Não Planejado;

5 - Recolher exemplares de Literatura regional (canção, contos, trovas, poemas, narrativas de experiência pessoal, história de famílias), apreciando-as e identificando as características linguísticas e literárias;

6 - Identficar em dois textos (o primeiro escrito e o segundo, a transcrição fiel de um texto falado) as características formais e funcionais da língua;

7 - Apresentar vídeos e solicitar que os alunos identifiquem traços que caracterizam a variedade local.

Extraídas de "Nós cheguemus na escola, e agora?" - de Stella Maris Bortoni Ricardo

TP 01 - Linguagem e Cultura (ANEXO VII)


TP 01 - Linguagem e Cultura (ANEXO VI)

Reflexões sobre a variação linguistica:

1 - Como milhões de falantes conseguiram "combinar" para "errar", todos da mesma maneira, nos mesmos contextos, fonológicos e morfosintáticos?

2 - Como chamar de "erro" um fenômeno que se verifica de norte a sul do País?

TP 01 - Linguagem e Cultura (ANEXO V)

Baseado na situação a seguir, constua um pequeno texto retratando cada uma das falas:

SITUAÇÃO

A família de Paulinho, garoto de 08 anos, precisou mudar de cidade. Os quatro filhos foram transferidos para as escolas que ficam no novo estado, numa região bem distante da que viviam.
No novo colégio, Paulinho começou a ser discriminado pelos colegas, por caisa da forma diferente de se expressar. A situação foi tão conflituosa que atraiu a atenção da imprensa.
As autoridades foram questionadas sobre essa situação e várias pessoas envolvidas também foram entrevistadas.

Imagine que você é uma das personagens abaixo:

1 - Uma criança, que tem oito anos de idade e é colega de Paulinho;

2 - A mãe de Paulinho, mulher de costumes simples, que não possui instrução formal;

3 - O professor de Paulinho;

4 - Uma linguista convidada;

5 - A madrinha de Paulinho, que também é advogada.

TP 01 - Linguagem e Cultura (ANEXOV IV)

Companheiros e companheiras,


Nas frase acima mencionadas, vemos várias frases que fazem parte do vocabulário cotidiano, usadas em situação formal e informal da língua.

Além dessa, apresentamos a seguinte frase:


COLÓQUIO SONOLENTO PARA ACALENTAR BOVINO


Façamos os seguintes questionamentos:




1 - Em que situação poderíamos citar essa frase?




2 - O que ela está nos dizendo?




3 - Como a diríamos em uma situação mais informal?






Em seguida, apresentemos a mesma frase em linguagem mais informal:




CONVERSA PARA BOI DORIMIR

TP 01 - Anexo II


TP 01 - Anexo III

Frases utilizadas

Sentença I - Pretendo desenvolver atividades que contemplem a variação da língua e evitem essa discriminação.


Sentença II - Não entendo por que tratam ele diferente.


Sentença III - Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda hoje, entrarei num processo requerendo danos morais.


Sentença IV - Estamos diante de uma questão de concepção de língua.


Sentença V - Paulinho fala de um jeito engraçado!!!!!!!!

TP 01 - Linguagem e Cultura

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Minhas Memórias de Leitura - Prof. Stéfano Couto Monteiro

DEFINIÇÃO DE MEMORIAL
Dentre os gêneros textuais, há alguns relacionados ao registro das vivências e atividades humanas. Porém, dois deles atentam para a percepção da própria pessoa sobre si ao escrever – a autobiografia e o memorial. Ambos registram de alguma forma a trajetória de quem o escreve.

QUEM SOU
Meu nome é Stéfano Couto Monteiro. Sou filho de João Geraldo Monteiro e Maria da Pena Fernandes Couto. Nasci a 27 de Junho de 1981, na cidade de São Bernardo do Campo, estado de São Paulo.
Devido o quadro de saúde que eu apresentava desde recém nascido (tive bronquite asmática e pneumonia crônica), associado à vontade de meus pais de regresso à terra natal, cheguei na Bahia em 20/03/1984, mas propriamente dito na cidade de Eunápolis, assim localizada geograficamente a
Þ 650 km de Salvador, capital do Estado;
Þ 64 km de Porto Seguro, cidade a que atribuem a chegada dos portugueses no Brasil;
Þ 90 km de Santa Cruz Cabrália, cidade onde atualmente resido e exerço as minhas atividades profissionais.
Minha vida escolar pode ser descrita com a menção dos estabelecimentos onde estudei:
Þ Ensino Fundamental na Escola Municipal Anésia Guimarães (1ª a 4ª séries) e Escola Municipal Gabriel José Pereira (5ª a 8ª séries). Nesta última, iniciei a minha vida de liderança estudantil, exercendo a função de representante de turma da 5ª a 7ª séries e, fundador do Grêmio Estudantil. Quase fui expulso da escola por encabeçar um movimento de reintegração ao cargo de 07 professores que haviam sido exonerados por causa de perseguição política;
Þ Ensino Médio no Colégio Estadual Monte Pascoal (Formação Geral). Nesse período, tive que enfrentar o problema do isolamento e da discriminação social, devido o fato de ser lavador de carro e ter o padrasto como professor de Língua Portuguesa, cujo gosto pelo ensino gramática sempre me fascinou pelo domínio que apresentava ter;
Þ Graduação em Letras – com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia – Campus XVIII), concluída em Agosto de 2005. Tenho coisas a registrar (pela primeira vez) sobre a minha passagem na Academia. Nela reafirmei a minha condição de Líder estudantil – de secretário ad doc a Coordenador do Diretório Acadêmico de Letras, cujo ponto de auge foi o reconhecimento do Curso de Letras. Fiz com que um professor de Psicologia chorasse publicamente. Enfrentei pela primeira vez a chamada “prova final” por escrever um sermão caracterizando-o como texto argumentativo (o que não foi aceito pelo Professor da Disciplina Oficina de Redação). Fiquei dessemestralizado e tive contato com quase todas as turmas que cursaram no campus entre 2001 e 2006;
Þ Técnico em Hematologia e Hemoterapia – Fundação Hemoba. Cursei na esperança de ser admitido para trabalhar no Hemocentro da cidade. Quase comprometi o 3º semestre da graduação. Não consegui o objetivo, mas adquiri conhecimento e formação sobre o funcionamento de um Banco de Sangue e da captação de recursos;
Þ Pós Graduação Lato Sensu em Literatura Brasileira pela UNIVERSO (Universidade Salgado de Oliveira), concluída em Abril de 2007.
Þ Pós Graduação em Leitura, Interpretação e Produção Textual pela UNIME, concluída em Maio de 2009.
Sou concursado pela Prefeitura Municipal de Santa Cruz Cabrália (admitido em Agosto 2006) e pela Secretaria Estadual de Educação para exercer a função de Professor de Língua Portuguesa (admitido em Abril 2007).

VIVÊNCIAS DE LEITURA – DO DESPERTAR AO ENCANTO
DA EDUCAÇÃO INFANTIL AO 9º ANO
A minha experiência com a vida escolar não inicia-se com na Educação Infantil. Aliás, só tive conhecimento com tal nomenclatura há pouco tempo. Falava-se em “pré”, “jardim I e II”, mas eu não fora introduzido, devido não ser gratuito. Iniciei na 1ª série.
O contato com a leitura foi possível graças a influência e interferência da minha mãe, a qual não dispunha de instrução. Ela descende de família mineira, cujo sistema de criação não lhe permitira o acesso à leitura e a escrita “para não correrem o risco de aprenderem escrever carta para o namorado”. Mesmo assim, sempre me apoiou e incentivou a estudar, sob o pretexto de que “somente através do estudo pode-se ser alguém na vida”. Já o meu pai, via a condição de encaminhar a escola como um encargo, pois viriam os livros, os cadernos e os demais itens da famosa lista de materiais. Quando ingressei na vida escolar em 1989, eu já sabia ler, escrever e dominava 03 das quatro operações matemáticas.
Na época, predominava nas escolas municipais de Eunápolis o uso da coleção da autoria de Joanita Souza, “Brincando com as Palavras”, na qual, tinha um texto do qual recordo-me muito bem – “Quando dois cães se comunicam” – cujo enredo demonstra a valorização da amizade.
Em nenhuma das escolas onde cursei o ensino fundamental existia biblioteca. Nas séries iniciais, duas situações foram marcantes: a primeira, quando na 1ª série a professora Doracy Ferreira Souza convidou a minha mãe para avisar-lhe que iria transferir-me para a turma da 2ª série, devido o desenvolvimento que eu já apresentava, cuja proposta não se concretizou por que, na visão da minha mãe, eu e a minha irmã deveríamos estudar juntos, ao passo que, a segunda, consistia na prática de educação física, a qual acontecia em turno oposto, sob o comando de um soldado professor de nome Laureano, que colocava os alunos para percorrerem as ruas do bairro Pequi ao som de cantigas e gritos de guerra. Uma delas, tinha o seguinte refrão:
“Alguém cansado?
Ninguém cansado
Aqui não tem doente
Nem tão pouco aleijado
Aqui só tem alunos do Anésia Guimarães”
Já nas séries finais, apaixonei pelo estudo da história, disciplina em que me considero um autodidata. Tomei gosto pelo conhecimento dos mitos, cuja leitura era um problema para o meu professor de história, pois assim que ele terminava de ministrar a aula, eu dirigia-me a ele, indagando-lhe sobre o assunto da próxima aula, cujo interesse sinto falta nos alunos da atualidade.

ENSINO MÉDIO
Entramos em contato com diversas propostas para a educação, mas sempre temos a tendência de valorizar o saber enciclopédico. Tive vários professores e situações marcantes. Porém, em respeito à proposição, cito os professores que tive de Língua Portuguesa ao longo do ensino médio.
Um deles foi o meu padrasto (in memorian – falecido em 2004). Ele amava gramática e, para sanar as dúvidas dos alunos, mostrava as ocorrências em latim e agia assim, sempre demonstrando a condição de o português ser oriundo da língua latina. Além disso, ele era irreverente e tinha predisposição a fazer coisas inusitadas como soltar uma flatulência em sala de aula ou ainda preparar 10 avaliações para evitar a “cola” por parte dos alunos. Em casa, para dizer que nunca contribuiu, ele solicitava para minha cobrar aplicação e quando estávamos a conversar, quando eu citava algo fora da língua padrão, ele sempre perguntava “O que você falou aí mesmo?”.
O outro, era professora. Tinha formação inicial em Direito e, quando ela falava sobre literatura, parecia estar diante de um julgamento, pois falava empolgada, utilizando-se de uma oratória fascinante. Com ela, pela 1ª vez, assisti a um filme na Escola – Lancelot, o primeiro cavaleiro, cuja finalidade era introduzir o assunto sobre Estilos de época.
Nessa escola, onde cursei o EM tinha biblioteca, mas não tinha funcionário disponível para mantê-la aberta. A única maneira de conseguirmos acesso dava-se quando convencíamos um dos professores da Escola a fazer aquilo que chamávamos de “aula diferente”.
Não considerava inútil o ensino do verb to be, mas sabia que, se os alunos não conseguiam compreender a irregularidade dos verbos ser e estar na língua mãe, imaginava impossível faze-lo em uma língua na qual a maioria dos alunos era quase unânime em indagar sobre as razões de se ensinar tal conteúdo na escola e qual a utilidade do mesmo no dia a dia. O pior era ouvir a mesma resposta, já citada por todas as professoras que davam aula de inglês desde a 5ª série – o mundo está globalizado, o inglês é uma língua universal e, daqui a algum tempo será exigido para ingressar no mercado de trabalho. Parecia piada, pois tinha colegas que estudavam por imposição dos pais e não estavam nem aí para a idéia de trabalhar. E, hoje, critico no ensino do English (disciplina que sempre tentam me convencer para dar aula para complementação de carga horária), propostas como traduzir uma música de James Blunt (como Same mistake, Carry you home) só pelo fato da música estar em evidência devido a audiência de uma novela global, a qual, a utiliza como parte integrante da trilha sonora. Não há a preocupação com a aquisição do vocabulário. Nem somente em relação ao English, mas ao ensino de Equação ou Função do 2º Grau, no qual, os dados resultantes dos cálculos servem apenas para indicarem o percurso da parábola na construção do gráfico (um absurdo).
Tive um professor de Biologia e Química que, devido a falta de professores, sempre adiantava as aulas e, sempre solicitava-me para escrever o assunto no quadro, não apenas pelo fato da minha pessoa fazer uso de uma caligrafia de fácil entendimento / compreensão, mas, também devido a falta de livros. Ele sempre passava o assunto sob a forma de esquemas e, depois que eu os copiava no quadro, levava-os para casa para anota-los em meu caderno, e assim, aproveitava para promover o desdobramento dos meus estudos. Essa era uma das oportunidades de leitura que promovi durante do Ensino Médio.
Continuei a mesma tendência de gostar de assuntos direcionados à História. A literatura foi um desses suportes assuntos, pois a sua composição e compreensão estavam relacionadas a um contexto. Li neste período:
Þ “Ilíada” e “Odisséia”, de Homero;
Þ “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas;
Þ “Confissões”, de Santo;
Þ “Otelo, o mouro de Veneza”, de William Shakespeare;
Þ “Noite na Taverna”, de Álvares de Azevedo, entre outros.
De todas essas, as mais marcantes foram “Ilíada”, de Homero e “Otelo, o mouro de Veneza”. A primeira, pela consciência em relação a assuntos como fama, objetivos e a morte e a segunda pelo aspecto trágico advindo da inveja.

NA UNIVERSIDADE / FACULDADE...
Quando ingressei na Universidade em 2001, considerava-me um “bom escritor”. Tomei um susto quando ao final do primeiro semestre tive de deparar-me com a chamada “Prova Final”, na disciplina Oficina de Redação, cuja circunstância já mencionei em outro ponto deste memorial. Além disso, vi que, alguns professores subestimam seus alunos.
Um exemplo disso, deu-se quando a professora de Metodologia do Trabalho Científico I passou um trabalho, solicitando dos alunos a escrita de uma resenha e afirmou na sala que nenhum dos alunos tinha capacidade de faze-lo. Aquilo foi estarrecedor. Na época estávamos vivendo sob a política de racionamento de energia e a minha mãe levava a risca a proposição do Governo. Para estudar, o fazia à luz de velas ou de candeeiros. A fumaça tomava conta das narinas e as camisas brancas não podiam ser utilizadas visto que passavam por uma metamorfose em questão de minutos. Como não tinha o hábito de fazer leituras extensas sob pressão, avistei-me diante do desafio de ler 03 livros durante 04 dias e cada um dos livros continha em média 290 páginas para conseguir escrever em relação à proposta da professora. Ao terminar o trabalho, ela não me dera a nota máxima, por que pedi para que ela refletisse ao supor uma pressuposta incapacidade dos alunos. Dias depois, ao findar o contrato dela, a mesma foi-se embora. Confesso acreditar não haver espaço para a saudade.
Em relação ao conhecimento, reclamo dos momentos de (des) construção de conceitos ora trabalhados como importantes no aprendizado da língua desde a 7ª série, como o conceito de “Denotação” e “Conotação”, do qual, somente após a saída da Universidade, abdiquei do uso, pois, não existe palavra cujo valor semântico esteja restritamente ligado exclusivamente a uma das definições supracitadas, mas que continuam difundidas nos livros didáticos, ensinadas e causando uma enorme confusão na cabeça do aluno.
Outro fato, era deparar-se com um professor que ao anunciar uma proposta de trabalho para os alunos e ouvir destes a reclamação quanto ao prazo, respondia “Vida na Universidade é luta e sofrimento”.
Pior do que isso é a utilização da técnica do Seminário. Ao ouvirmos tal sugestão, tínhamos a certeza de que o professor queria “enrolar”, ou não dominava a matéria. Além disso, tinha a polêmica divisão em grupos de observação e grupos de verbalização tão criticados, mas sempre utilizadas sob o pretexto de aguçarem a capacidade de construção de argumentos em grupos.
Mas, nem tudo é sofrimento. Havia, sim, as leituras prazerosas, os momentos agradáveis. Numa das fases de dessemestralização, deparei-me com uma turma cujos alunos conseguiam transformar as apresentações de trabalhos em verdadeiros festivais. Conseguiam transformar os conceitos em roteiros de apresentações teatrais e, graças a tais fatos, despertei-me para a familiarização com o trabalho com músicas. A música promove a sensibilidade e facilita o trabalho com a diversidade cultural e com o conhecimento prévio do aluno.
No tocante à leitura, as mais marcantes foram Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes, de Augusto Cury e Uma pequena luz na escuridão, de Gilberto Bahia. Não estavam entre as recomendadas na bibliografia utilizada na Universidade, mas despertaram duas sensibilidades importantes. A primeira consiste em conhecer ao outro, enquanto a segunda representa a descoberta de que a leitura deve ser acompanhada de representação e vivência do que está sendo lido. Isso me provocou um conflito, pois, sai da questão da obrigatoriedade, para mergulhar na atmosfera do prazer em ler.

MEU UNIVERSO DE LEITURAS – PENSAR E VIVER O PRAZER EM LER.
Posso considerar-me um ávido leitor. Li a Bíblia duas vezes em 08 anos, pois a considero um livro de compreensão metafísica, entretanto, sem negar os saberes ali difundidos. No entanto, nesse mesmo período li, aproximadamente, 540 obras relacionadas a filosofia clássica (de Aristóteles a Foucault), vários dos clássicos universais como Hamet, Don Quixote de La Mancha, Decamerão, A Divina Comédia, Romeu e Julieta. Sou apaixonado por obras relacionadas a mitologia ocidental e atualmente, desenvolvo uma pesquisa independente sobre a construção textual da série Cavaleiros do Zodíaco. Gosto de filmes, como Sociedade dos Poetas Mortos, Lancelot – O primeiro Cavaleiro, Um amor para recordar, entre outros.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Solicitações para serem cumpridas no próximo encontro - 01/07/2009

Santa Cruz Cabrália - Bahia, 18 de Junho de 2009

Caros Professores Cursistas,

No próximo encontro, a ser realizado na data de 01/07/2009, solicitamos aos Professores Cursistas a apresentação dos seguintes itens:
  1. Entrega do memorial:

1. 1 - DEFINIÇÃO DE MEMORIAL: é um gênero textual no qual narra-se a trajetória de quem o escreve.

1. 2 - O que se pede:

O professor cursista deve redigí-lo, buscando as suas referências iniciais sobre leitura e alfabetização, suas memórias sobre o contato com os textos de sua infância:

1. 3 - COMO DESENVOLVÊ-LO:

1. 3. 1 - Educação infantil ao 9º ano:

a) O que seus pais almejavam quando o (a) encaminharam à Escola?

b) Qual foi o primeiro livro que você leu? O que mais chamava a atenção nele?

c) Qual foi a aula mais marcante positivamente? O que ela tinha de especial?

d) Como você percebia a biblioteca de sua escola?

1. 3. 2 - Ensino Médio

a) Descreva o Professor pelo qual você nutria maior afeto / admiração.

b) Que aula / conteúdo você considera ter sido de extrema importância na sua formação?

c) Que aula foi mais marcante positivamente? O que ela tinha de especial?

d) Que leitura marcou seu ensino médio? Por quê?

1. 3. 3 - Universidade / Faculdade

a) Como você se caracteriza frente aos novos conhecimentos presentes no ensino superior?

b) O que foi mais inusitado, no tocante aos professores?

c) E com relação às aulas?

d) Que leitura marcou seu ensino superior? Por quê?

1. 3. 4 - Defina-se como leitor (a) no dia de hoje...

2. Entrega dos relatórios referentes às oficinas já realizadas:

2. 1 - Oficina referente ao 2º encontro - TP 3 - sobre gêneros têxtuais
a) Deve-se escolher uma das seções "Avançando na Prática" incluídas nas Unidades 9 e 10, desenvolvê-la como está sugerida ou promover modificações nas etapas de desenvolvimento em sala de aula;
b) Apresentar um relatório, incluindo ANEXO o produto final, isto é, as produções mais interessantes realizadas pelos alunos;
c) No relatório, é bom citar os aspectos positivos (indíce de participação dos alunos, viabilidade do conteúdo aplicado) e os aspectos negativos (tudo o que dificulta ou não facilita o desenvolvimento da atividade em sala de aula)

2. 2 - Oficina referente ao 3º encontro - TP 3 - sobre gêneros têxtuais
a) Deve-se escolher uma das seções "Avançando na Prática" incluídas nas Unidades 11 e 12, desenvolvê-la como está sugerida ou promover modificações nas etapas de desenvolvimento em sala de aula;
b) Apresentar um relatório, incluindo ANEXO o produto final, isto é, as produções mais interessantes realizadas pelos alunos;
c) No relatório, é bom citar os aspectos positivos (indíce de participação dos alunos, viabilidade do conteúdo aplicado) e os aspectos negativos (tudo o que dificulta ou não facilita o desenvolvimento da atividade em sala de aula)

2. 3 - Oficina referente ao 4º encontro - TP 4 - sobre Leitura e processos de escrita I

a) Deve-se desenvolver o "Avançando na Prática" contida na Unidade 13 do Caderno de Teoria e Prática do TP 4 - Caderno de Teoria e Prática, contido na página 41 - conforme está sugerida ou promover modificações nas etapas de desenvolvimento em sala de aula;
b) Apresentar um relatório, incluindo ANEXO o produto final, isto é, das produções mais interessantes realizadas pelos alunos;
c) No relatório, é bom citar os aspectos positivos (indíce de participação dos alunos, viabilidade do conteúdo aplicado) e os aspectos negativos (tudo o que dificulta ou não facilita o desenvolvimento da atividade em sala de aula)

3. Apresentar o nome do livro cuja leitura será compartilhada com os demais cursistas no 1º encontro a ser realizado no mês de Agosto;

4. Levar Ficha de inscrição preenchida contendo os seus dados como Professor Cursista.

5. Levar para desenvolvimento das atividades:

5. 1 - TP 4 Leitura e processos de escrita I - Caderno de Teoria e Prática

5. 2 - AAA 4 - Leitura e processos de escrita I -Versão do Aluno e do Professor.

5. 3 - Caderno para anotações.

Sem mais para o presente momento,

Prof. Stéfano Couto Monteiro - Professor Formador - GESTAR II - Santa Cruz Cabrália

Presença - Encontro de Língua Portuguesa - Data 17/06/2009

Caros Professores Cursistas,

Mais uma vez reafirmando a condição transparente de condução e desenvolvimento das etapas do Curso, estamos divulgando a Frequência do encontro realizado, ontem, dia 17/06/2009, das 08 às 12 h, no rol da Secretaria Municipal de Educação.
Abaixo, consta a Lista de Presença, relacionando o nome dos cursistas acompanhado das Escolas por eles representadas.
São eles:
  1. Adelaide Alvarenga Dyna - Esc. Mu. Victurino da Purificação Figueredo
  2. Adriana Barbosa Pesca - Esc. Indígena Pataxó Coroa Vermelha
  3. Benilson Benfica das Dores - Esc. Mu. Victurino da Purificação Figueredo
  4. Cássia N. dos Santos Escobar - Esc. Mun. Antônio Sambrano Guerra
  5. Catia Souza de Oliveira - Esc. Indígena Pataxó Coroa Vermelha
  6. Cleonildes L. C. Oliveira - Esc. Mun. Maria Figueredo
  7. Cleivane da Silva Souza - Esc. Mu. Victurino da Purificação Figueredo
  8. Cristiane Rocha dos Santos - Esc. Mun. Hélio Vicente Lanza
  9. Daisy Weremchuk Moreira - Esc.Mun. Profª. Nair Sambrano Bezerra
  10. Edenildo Lopes Santana - Esc. Indígena Pataxó Coroa Vermelha
  11. Edna Maria Carlos de Jesus - Esc.Mun. Profª. Nair Sambrano Bezerra
  12. Edna Santos Silva - Esc. Mun. Maria Figueredo
  13. Ednalva F. da Silva - Esc. Municipal Laranjeiras
  14. Geane Andrade Moreira - Esc. Mun. Aracy Alves Pinto
  15. Graziela Pinho Rezende - Esc. Mun. Profª. Jacira Monteiro Benfica
  16. Huder Rodrigues de Souza - Esc. Mun. Profª. Jacira Monteiro Benfica
  17. Irany de Souza Santos - Esc. Mun. Tânia Guerrieri
  18. Isabel Ferrari - Esc. Mu. Victurino da Purificação Figueredo
  19. Ivana F. Reis - Esc. Mun. Mutary
  20. Juliane Aparecida P. M. Stos. - Esc. Mun. Maria Figueredo
  21. Luzia Theodoro Marcos - Esc.Mun. Profª. Nair Sambrano Bezerra
  22. Mara Lice Martins - Esc. Mu. Victurino da Purificação Figueredo
  23. Maria do Socorro Gomes - Esc. Mun. Profª. Jacira Monteiro Benfica
  24. Marideise da Silva Presende - Esc. Mu. Victurino da Purificação Figueredo
  25. Márcia Aparecida Rodrigues e Silva - Esc. Mun. Frei Henrque
  26. Riteni Monteiro Peixoto - Esc. Mun. Antônio Sambrano Guerra
  27. Simone Cristina de Jesus - Esc. Mun. União dos Posseiros

Conforme já orientado em encontros anteriormente realizados, vale ressaltar aos colegas que a Frequência é um dos elementos de avaliação do Curso.

Um abraço,

Prof. Stéfano Couto Monteiro - Professor Formador (Língua Portuguesa)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Presença - Encontro de Língua Portuguesa - Data 25/05/2009

Caros Professores Cursistas,

Estaremos divulgando a Frequência via Blog, com a finalidade de que todos tenham conhecimento da transparência com a qual é desenvolvido o Curso.
No encontro do dia 25/05, estiveram presentes os colegas abaixo relacionados, representando as Escolas respectivamente mencionadas:

1 Adriana Barbosa Pesca - Esc. Indígena Pataxó Coroa Vermelha
2 Cássia N. dos Santos Escobar - Esc. Mun. Antônio Sambrano Guerra
3 Catia Souza de Oliveira - Esc. Indígena Pataxó Coroa Vermelha
4 Cristiane Rocha dos Santos - Esc. Mun. Hélio Vicente Lanza
5 Daisy Weremchuk Moreira - Esc.Mun. Profª. Nair Sambrano Bezerra
6 Edenildo Lopes Santana - Esc. Indígena Pataxó Coroa Vermelha
7 Edna Maria Carlos de Jesus - Esc.Mun. Profª. Nair Sambrano Bezerra
8 Edna Santos Silva - Esc. Mun. Maria Figueredo
9 Graziela Pinho Rezende - Esc. Mun. Profª. Jacira Monteiro Benfica
10 Huder Rodrigues de Souza - Esc. Mun. Profª. Jacira Monteiro Benfica
11 Irany de Souza Santos - Esc. Mun. Tânia Guerrieri
12 Juliane Aparecida P. M. Stos. - Esc. Mun. Maria Figueredo
13 Maria do Socorro Gomes - Esc. Mun. Profª. Jacira Monteiro Benfica
14 Riteni Monteiro Peixoto - Esc. Mun. Antônio Sambrano Guerra

Vale Ressaltar aos colegas que a Frequência é um dos elementos de avaliação do Curso.

Um abraço,

Prof. Stéfano Couto Monteiro - Professor Formador (Língua Portuguesa)

Próximo Encontro - Oficina Gestar II - Língua Portuguesa

Caros Colegas Professores Cursistas,

A data do nosso próximo encontro é 17/06 (Quarta-Feira), das 08 às 12:00, no rol da SECEL.

O material de estudo é o TP 4 – Oficinas 13 e 14.

Vocês não poderão esquecer:
  1. Do Memorial;
  2. Das Lições de Casa 1 e 2 (referentes ao TP 3);
  3. Dos Relatórios de desenvolvimento do Avançando na Prática em sala de aula;
  4. Do nome do livro escolhido para a leitura programada.

Este mesmo aviso será disponibilizado aos Diretores na Reunião do Gestão Nota 10.

Um abraço a todos os professores

Stéfano Couto Monteiro - Professor Formador (Língua Portuguesa)

terça-feira, 19 de maio de 2009

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O PROGRAMA GESTAR II - Santa Cruz Cabrália

O GESTAR II é um programa de formação continuada, na modalidade semipresencial e presencial, destinado à capacitação de professores, em exercício, de 5ª a 8ª série (6º ano 9º ano), em Matemática e Língua Portuguesa.
O Programa inclui a avaliação diagnóstica dos alunos e inova as estratégias de qualificação do professor e os processos de ensino e de aprendizagem dos alunos.

Público-Alvo em nossa cidade:
Professores, em exercício, de Matemática e Língua Portuguesa de 5ª a 8ª série (GESTAR II), de escolas públicas da Rede municipal de ensino.

Para participarmos do Programa obedecemos aos seguintes passos:
1. Entrar no site do FNDE (www.fnde.gov.br);
2. Acessar o Programa FUNDESCOLA e, no item de legislação, consultar a resolução anual e o manual de execução anual do FUNDESCOLA.
3. Tomar conhecimento das informações disponíveis e necessárias para a participação do município no Programa, incluindo os critérios e as condições de atendimento dos estados e municípios nessa ação.

Mais informações:
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE
Diretoria de Programas Especiais - Dipro
Coordenação Geral do FUNDESCOLA
Via N1 Leste – Pavilhão das Metas
CEP: 70.150-900 – Brasília – DF
http://www.fnde.gov.br
Tel: (61) 3212-5908 / 3212-5909 / 3212-5902
E-mail institucional: presidencia@fnde.gov.br ou atend.institucional@fnde.gov.br

Por Stéfano Couto Monteiro